5 INCRÍVEIS INVENÇÕES BRASILEIRAS PARA AS QUAIS NINGUÉM DEU BOLA
Para quem imagina que os brasileiros não têm boas ideias ou que tudo que é inovador surge apenas em outros países, basta dar uma olhada na história das invenções para perceber que a situação não é bem essa.
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Estação Espacial chinesa começa a cair na Terra
A Estação Espacial chinesa Tiangong-1 está prevista para cair na Terra neste final de semana. Conforme relata o CNET, a estação já está entrando na órbita terrestre e, em alguns lugares, já é possível ver a estação caindo.
O astrônomo Gianluca Masi, do The Virtual Telescope Project, conseguiu na última quarta-feira, 28, localizar a estação, usando um telescópio robótico localizado nos Estados Unidos para rastrear o movimento da estação e capturar uma imagem dela.
Aparentemente, a estação está viajando a 28 mil km/h e que, no momento da imagem, estava a uma altitude de cerca de metade da Estação Espacial Internacional. A China lançou a estação espacial de 9 toneladas em 2011, mas perdeu o seu controle em 2016.
As previsões são de que a estação caia na até abril deste ano e como não é possível saber exatamente a sua localização, o instituto alemão Fraunhofer está rastreando a sua trajetória.
Maior acelerador de partículas do mundo usará chip feito no Brasil
O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), maior acelerador de partículas do mundo, localizado na Suíça e responsável pela descoberta do Bóson de Higgs, a menor partícula de toda matéria, em 2013, usará um componente feito no Brasil.
O Sampa é um chip feito no Brasil que será utilizado num experimento de colisão de íons dentro do LHC, o chamado experimento "Alice". O uso do chip foi aprovado por um comitê de cientistas do mundo todo que gerenciam os projetos do LHC.
A aprovação veio após uma série de testes realizados no Brasil, Suécia, França, Rússia, Estados Unidos e Noruega. O chip é fruto de uma parceria entre cientistas da Universidade de São Paulo (USP), vinculados ao Instituto de Física (IF) e à Escola Politécnica (Poli), além de pesquisadores da Unicamp.
O financiamento para a produção do Sampa veio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), mas está apenas no começo. Com a aprovação do chip no LHC, os cientistas brasileiros precisam agora produzir 88 mil unidades dele.
"O projeto é todo brasileiro, com a participação de um cientista norueguês em uma das partes. A propriedade intelectual do chip é nossa", explicou o professor Marcelo Gameiro Munhoz, líder do projeto no IF, em entrevista ao Jornal da USP.
O chip brasileiro conquistou o comitê do LHC especialmente por conta do seu tamanho. Ele concentra 32 canais em uma área aproximada de 0,82 cm². Além de menor do que o sistema de dois chips usado atualmente no LHC, o Sampa também é mais eficiente.
Nas câmaras em que o Sampa será utilizado dentro do LHC, os cientistas usam, atualmente, um sistema de dois chips, em que um é usado para receber sinais analógicos e o outro os converte em dados digitais. O chip brasileiro é capaz de fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
O LHC tem 27 km de circunferência e fica a 175 metros abaixo do solo na divisa entre Suíça e França. O acelerador serve para colidir partículas e permite que mais de 10 mil cientistas do mundo todo estudem o comportamento de partículas subatômicas.
A construção começou em 1998 e só ficou pronto em 2010, pelo custo aproximado de 7,5 bilhões de euros divididos por mais de 100 países. Em 2019, o LHC vai ser paralisado para reformas, quando o chip brasileiro será instalado do acelerador. Ele só volta a funcionar em 2021.
Vida extraterrestre será encontrada até 2100, diz ex-astrônoma da NASA
Jill Tarter, ex-astrônoma da NASAe agora pesquisadora do SETI (organização dedicada à busca de vida fora da Terra) disse em um congresso realizado recentemente na Flórida, EUA, que a humanidade deve encontrar vida extraterrestre até 2100. Segundo ela, é possível achar vestígios de seres avançados ou mesmo de vida não inteligente utilizando ferramentas em desenvolvimento atualmente.
Acho que neste século vamos encontrar vida fora da Terra
“Acho que neste século vamos encontrar vida fora da Terra”, disse Tarter. “Nós podemos fazer essa descoberta: é possível encontrar marcadores biológicos em planetas ou luas do nosso sistema solar. Podemos achar artefatos ao passo que exploramos a região. Podemos procurar vestígios biológicos remotos nas atmosferas de planetas distantes”, completou.
Ela ainda especula sobre a possibilidadede encontrar vestígios de tecnologia produzidos por seres inteligentes fora do nosso sistema solar.
Ela ainda especula sobre a possibilidadede encontrar vestígios de tecnologia produzidos por seres inteligentes fora do nosso sistema solar.
Novos possibilidades
Tarter também comentou que o SETI está desenvolvendo algumas novidades que devem melhorar as possibilidades de encontrarmos vida além da Terra, mas a missão ainda é como encontrar uma agulha no palheiro.
“Nós estamos longe, numa região afastada. E nossa estrela, o Sol, é apenas uma entre 400 bilhões de outros sóis na Via Láctea, e a nossa galáxia é apenas uma entre cerca de 200 bilhões de outras galáxias no universo observável”, explicou. Tarter revelou que o primeiro protótipo do que é conhecido como “Laser SETI” vai ser instalado no mês que vem em um observatório na Califórnia, nos EUA.
Nós poderemos literalmente olhar para o céu inteiro, o tempo todo, para ver se há qualquer flash brilhoso
“Podemos construir uma série de 96 câmeras espalhadas em 12 localidades por todo o mundo, trabalhando nos espectros ópticos e infravermelho. Nós poderemos literalmente olhar para o céu inteiro, o tempo todo, para ver se há qualquer flash brilhoso. A ideia é descobrir se qualquer outro fenômeno, como rápidas rajadas de ondas de rádio, possui qualquer componente óptico”, disse.
Apesar de Tarter falar que vamos encontrar vida fora da Terra ainda neste século, não há como dizer se a previsão da cientista é plausível, uma vez que a busca por vida no espaço começou a relativamente poucas décadas, e nossas ferramentas aindanão conseguem fazer análises muito precisas à distância.
Uber não pode mais testar carros autônomos em estado dos EU

A Uber perdeu a permissão para testar carros autônomos no estado do Arizona, nos Estados Unidos. É lá que fica a cidade de Tempe, onde na semana passada um veículo autônomo da empresa se envolveu em um acidente que resultou na morte de uma pessoa.
Logo após o atropelamento, a própria Uber anunciou a paralisação dos testes de carros autônomos não apenas em Tempe, mas também em todas as outras cidades em que eles aconteciam.
Agora a empresa está impedida de retomar os experimentos em todo o estado do Arizona. O governador Doug Ducey enviou uma carta ao CEO da Uber, Dara Khosrowshahi informando da decisão.
Na carta, o governador do Arizona diz que considerou as imagens de vídeo do acidente "perturbadoras e alarmantes", e também que o caso levanta "questões sobre a capacidade da Uber de continuar testando no Arizona."
À CNN, a Uber lamentou a proibição e lembrou que interrompeu as operações por conta própria, e também está disposta a colaborar com as investigações. "Vamos manter o diálogo aberto com o gabinete do governador para solucionar preocupações que eles tenham."
O Arizona é um dos estados mais abertos para os testes de veículos autônomos. O governador Ducey assinou no começo do mês um decreto permitindo tráfego de carros autônomos sem motoristas de apoio. Além da Uber, a Waymo, divisão de veículos autônomos da Alphabet, também testa os carros nas ruas do estado norte-americano.
Pesquisadores criam vidro capaz de converter energia solar em eletricidade
Uma equipe de cientistas do Lawrence Berekley National Laboratry criaram um painel de vidro fotovoltaico capaz de absorver energia solar e convertê-la em energia elétrica. Segundo o estudo publicado pelos pesquisadores, no longo prazo o material pode ser usado para substituir a maioria dos painéis tradicionais, criando prédios ou carros capazes de gerar sua própria eletricidade.
O vidro é revestido por um líquido semicondutor que contém diversos compostos químicos, como césio e iodeto de chumbo. Em temperatura ambiente, ele é bem transparente, permitindo a passagem de 82% da luz que chega nele; no entanto, aquecido até 105ºC, ele assume uma coloração alaranjada e se torna mais opaco, deixando passar apenas 35% da luz. O GIF abaixo mostra o vidro mudando de cor com o aumento da temperatura:

Quando exposto à luz do sol, o vidro é capaz de converter o calor que chega do astro em energia elétrica. Essa energia, por sua vez, pode ser aproveitada pelo sistema elétrico da casa, do carro ou do prédio em que ele está instalado. Além disso, como ele é menos transparente do que os vidros tradicionais, ele permite a passagem de menos calor para dentro dos locais onde é colocado; dessa forma, um prédio comercial revestido com esse vidro gastaria menos energia com ar condicionado, por exemplo.
Desafios
No entanto, segundo o Fast Co. Design, a equipe de pesquisa do laboratório ainda tem uma série de desafios para tornar a sua criação viável. O primeiro deles é aumentar sua eficiência: por enquanto, ela só converte cerca de 7% da energia que chega até ela em energia elétrica aproveitável. Segundo o professor Peidong Yang, que lidera a equipe de pesquisa, o mínimo para que ele seja economicamente viável seria 10%.
Além disso, os pesquisadores também pretendem reduzir a fronteira de temperatura a partir da qual o vidro começa a gerar energia. Embora ela esteja atualmente em 221ºF (105ºC), os cientistas pretendem baixá-la até 122ºF (50ºC) - que é, segundo eles, a temperatura que um painel de vidro na lateral de um prédio comercial atinge. Nesse caso, as janelas do edifício seriam transparentes de manhã mas iriam escurecendo conforme o dia fosse esquentando.
Finalmente, há uma questão estética também: por enquanto, os pesquisadores só conseguem fazer com que o vidro fique vermelho, laranja ou marrom quando aquecido. No entanto, como designers e arquitetos são alguns dos possíveis interessados no produto, a equipe pretende fazer também modelos de outras cores. Para isso, há duas possibilidades: uma delas é usar outro tipo de perovskita (um dos componentes químicos do vidro) ou usar também um corante no vidro.
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